O
preço cobrado pelo litro da gasolina poderá chegar a até R$ 3,52 em alguns
postos de combustível na Paraíba a partir desta quinta-feira (1º). O aumento de
preço ainda não foi devidamente definido, mas o percentual de reajuste deve
ficar em torno de 8% para os consumidores, segundo o Sindicato do Comércio
Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba
(Sindipetro-PB). O aumento nas bombas acompanha o reajuste anunciado de
surpresa pela Petrobras nessa terça (29).
O
valor do litro foi calculado pelo Portal Correio tendo como base a perspectiva
de reajuste informado pelo Sindipetro-PB e a última pesquisa de preço de
combustível do Procon-JP, que indicou a gasolina sendo vendida entre R$ 2,96 e
R$ 3,26 em João Pessoa.
Segundo
o Sindipetro-PB, o percentual de reajuste ainda não está fechado e pode não ter
sido repassado para os consumidores, já que muitos postos possuem reservas
compradas quando o preço ainda era menor.
“Ainda
não é possível aferir o reajuste completo. A média deve ser de 8%. Depende do
repasse feito pelas distribuidoras e da incidência dos impostos federais e
estaduais. Aqui na Paraíba, muitos postos ainda possuem reservas de
combustíveis comprados nas distribuidoras pelos preços anteriores ao aumento,
então o consumidor pode ter sentido ainda o reajuste”, disse o Sindipetro-PB.
Para
o Sindipetro-PB a gasolina vendida na Paraíba tende a ter um dos maiores
aumentos do Brasil, já que o ICMS teve um aumento de 25% para 27% em setembro.
“Antes
de chegar ao consumidor o combustível sai da refinaria, que é monopólio da
Petrobras, passa para as distribuidoras, chega aos postos e, ai sim, ao
consumidor. Nesse caminho, o combustível tem acréscimo de PIS/Cofins, CID e o
ICMS, que é um imposto estadual. Como houve aumento do ICMS da gasolina na
Paraíba, isso acaba sendo repassado ao consumidor e a gasolina aqui tende a ter
um reajuste maior do que em outros estados”, informou o Sindipetro-PB.
Ainda
segundo o Sindipetro-PB, o aumento do preço da gasolina não vem sendo encarado
como positivo para os empresários, que não repassam o reajuste total aos
consumidores e terminam tendo o lucro diminuído.
“Todo
comércio é feito para ser lucrativo, mas o amento não é bom para os
empresários. A margem de lucro deles é pouca e tende a ficar menor. Eles não
repassam todo o aumento aos consumidores porque poderia ficar inviável
abastecer. Cada estabelecimento é autônomo e vai aplicar o aumento da menor
maneira possível, mas sem comprometer os lucros”, concluiu o Sindipetro-PB.
Portal
Correio


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