O
jornalista Wellington Farias, em postagem em seu perfil no Facebook, disse que
está sendo ameaçado pelo deputado federal Manoel Júnior, que na última
sexta-feira (02) participou do Correio Debate e discutiu com o radialista. O
motivo foi as perguntas em relação a rejeição do parlamentar para o Ministério
da Saúde.
Em
sua postagem, Farias relata que durante o intervalo do Correio Debate, Manoel
Júnior o ameaçou durante todo o tempo. “Em 39 anos de profissão, jamais me
senti com a minha integridade física tão ameaçada”, afirmou o radialista
acrescentando que o que é pior e mais triste para um profissional é a sensação
de vulnerabilidade em pleno exercício da profissão.
“Nunca,
em tempo algum, fiz qualquer critica severa ao deputado Manoel Júnior, com quem
sempre mantive uma relação cordial. Apenas havia dado o “pitaco”, há cerca de
dois dias antes do episódio, de que ele “não seria ministro de Dilma”. Entre
outras razões por causa de um relatório de uma CPI, que nem disse do que se
tratava. E estes são fatos que pesam demais na hora de escolha de um ministro,
sobretudo num governo na situação de vulnerabilidade como está o de Dilma
agora. Qualquer um sabe disso”, relatou o jornalista.
No
início do post o profissional faz um alerta: “O que porventura acontecer de
forma premeditada, de ruim, comigo, com minha mulher e meus filhos, de agora
por diante, nossa família atribui ao deputado federal Manoel Júnior”, avisou
Wellington explicando que tentará ser corajoso, mas que na realidade está com
muito medo.
Confira a publicação do jornalista na íntegra:
Acerca de Truculência e solidariedade
COMO É MELHOR PREVENIR A REMEDIAR, E FACE AOS CONSELHOS QUE TENHO RECEBIDO, FAZ-SE NECESSÁRIO UM ALERTA PUBLICO: O QUE PORVENTURA ACONTECER DE DE FORMA PREMEDITADA, DE RUIM, COMIGO, COM MINHA MULHER E MEUS FILHOS, DE AGORA POR DIANTE, NOSSA FAMÍLIA ATRIBUI AO DEPUTADO FEDERAL MANOEL JÚNIOR.
Pois bem, quero agradecer, do fundo da minha alma, a todos que se manifestaram com apoio e solidariedade a mim e à minha família face a atitude truculenta e ameaçadora do deputado Manoel Júnior, contra a minha pessoa, durante o intervalo do programa Correio Debate, na última sexta-feira. Desde então, tenho recebido centenas de telefonemas, mensagens virtuais e a visita de gente de todas as correntes de pensamento e credo, seja na minha casa, em João Pessoa, seja em Serraria, onde dou aulas num projeto voluntário nos finais de semana.
Um agradecimento muito especial (meu, da minha mulher e dos meus filhos) ao jornalista Victor Paiva que, em dado momento, teve a responsabilidade de interromper a fala do deputado Manoel Júnior para dizer-lhe que ele não falava a verdade quando disse que o ataquei ao longo da semana nos microfones.
O mais grave ocorreu, porém, durante o intervalo do programa na seguinte situação: microfones desligados e,portanto, os fatos longe do conhecimento dos paraibanos e ouvintes; uma bancada de jornalistas perplexa que tocam o programa mais os colegas da redação em estado de choque com a cena.
Em 39 anos de profissão, jamais me senti com a minha integridade física tão ameaçada.E o que é pior e mais triste para um profissional: a sensação absoluta de vulnerabilidade em pleno exercício da profissão, diante do estado colérico em que se encontrava o deputado Manoel Júnior: de dedo em riste me ameaçando todo o tempo. Alguns dos meus colegas de estúdio ficaram em estado de choque, e um dele alertou o diretor da empresa, em seguida, que de outra vez tomasse providencias porque, por pouco, ele não abandonara o estúdio em prantos, com medo da situação protagonizada pelo deputado Manoel Júnior. Todos foram unânimes numa conclusão: O deputado Manoel Júnior. Quase todos chegamos a uma conclusão: Manoell Júnior não foi ali para dar entrevista, mas para me encurralar e me ameaçar. Quanto a isto.
Também foi unânime a conclusão de que, sobre mim, o deputado foi descarregar a sua ira contra o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, que numa rede nacional de TV criticas severas, dois dias antes; descarregar a sua frustração por ter-se imaginado ministro de Dilma (PT), mas viu que tudo não passava de um sonho...
Desde então, eu, minha mulher e meus filhos, estamos em estado de choque, sobretudo porque frequentamos igrejas, restaurantes, corredores e salas de parlamentos, tribunais, universidades onde ouvimos histórias não muito recomendáveis sobre o comportamento do deputado Manoel Júnior.
Detalhe: nunca, em tempo algum, fiz qualquer critica severa ao deputado Manoel Júnior, com quem sempre mantive uma relação cordial. Apenas havia dado o "pitaco", ha cerca de dois dias antes do episódio, de que ele "não seria ministro de Dilma". Entre outras razões por causa de um relatório de uma CPI, que nem disse do que se tratava. E estes são fatos que pesam demais na hora de escolha de um ministro, sobretudo num governo na situação de vulnerabilidade como está o de Dilma agora. Qualquer um sabe disso.
No mais, dizer que só agora escrevi este texto, porque precisava me recompor do estado de choque; recuperar equilíbrio emocional para não botar os pés pelas mãos.
No mais, que Deu proteja a mim e aos meus nesta hora...
PS: Queiram me desculpar pelos erros além dos habituais. É que não é mole o tal estado de medo. E medo só quem não tem são os loucos. Tentarei ser corajoso, superando os meus...
Manchete
PB
Confira a publicação do jornalista na íntegra:
Acerca de Truculência e solidariedade
COMO É MELHOR PREVENIR A REMEDIAR, E FACE AOS CONSELHOS QUE TENHO RECEBIDO, FAZ-SE NECESSÁRIO UM ALERTA PUBLICO: O QUE PORVENTURA ACONTECER DE DE FORMA PREMEDITADA, DE RUIM, COMIGO, COM MINHA MULHER E MEUS FILHOS, DE AGORA POR DIANTE, NOSSA FAMÍLIA ATRIBUI AO DEPUTADO FEDERAL MANOEL JÚNIOR.
Pois bem, quero agradecer, do fundo da minha alma, a todos que se manifestaram com apoio e solidariedade a mim e à minha família face a atitude truculenta e ameaçadora do deputado Manoel Júnior, contra a minha pessoa, durante o intervalo do programa Correio Debate, na última sexta-feira. Desde então, tenho recebido centenas de telefonemas, mensagens virtuais e a visita de gente de todas as correntes de pensamento e credo, seja na minha casa, em João Pessoa, seja em Serraria, onde dou aulas num projeto voluntário nos finais de semana.
Um agradecimento muito especial (meu, da minha mulher e dos meus filhos) ao jornalista Victor Paiva que, em dado momento, teve a responsabilidade de interromper a fala do deputado Manoel Júnior para dizer-lhe que ele não falava a verdade quando disse que o ataquei ao longo da semana nos microfones.
O mais grave ocorreu, porém, durante o intervalo do programa na seguinte situação: microfones desligados e,portanto, os fatos longe do conhecimento dos paraibanos e ouvintes; uma bancada de jornalistas perplexa que tocam o programa mais os colegas da redação em estado de choque com a cena.
Em 39 anos de profissão, jamais me senti com a minha integridade física tão ameaçada.E o que é pior e mais triste para um profissional: a sensação absoluta de vulnerabilidade em pleno exercício da profissão, diante do estado colérico em que se encontrava o deputado Manoel Júnior: de dedo em riste me ameaçando todo o tempo. Alguns dos meus colegas de estúdio ficaram em estado de choque, e um dele alertou o diretor da empresa, em seguida, que de outra vez tomasse providencias porque, por pouco, ele não abandonara o estúdio em prantos, com medo da situação protagonizada pelo deputado Manoel Júnior. Todos foram unânimes numa conclusão: O deputado Manoel Júnior. Quase todos chegamos a uma conclusão: Manoell Júnior não foi ali para dar entrevista, mas para me encurralar e me ameaçar. Quanto a isto.
Também foi unânime a conclusão de que, sobre mim, o deputado foi descarregar a sua ira contra o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, que numa rede nacional de TV criticas severas, dois dias antes; descarregar a sua frustração por ter-se imaginado ministro de Dilma (PT), mas viu que tudo não passava de um sonho...
Desde então, eu, minha mulher e meus filhos, estamos em estado de choque, sobretudo porque frequentamos igrejas, restaurantes, corredores e salas de parlamentos, tribunais, universidades onde ouvimos histórias não muito recomendáveis sobre o comportamento do deputado Manoel Júnior.
Detalhe: nunca, em tempo algum, fiz qualquer critica severa ao deputado Manoel Júnior, com quem sempre mantive uma relação cordial. Apenas havia dado o "pitaco", ha cerca de dois dias antes do episódio, de que ele "não seria ministro de Dilma". Entre outras razões por causa de um relatório de uma CPI, que nem disse do que se tratava. E estes são fatos que pesam demais na hora de escolha de um ministro, sobretudo num governo na situação de vulnerabilidade como está o de Dilma agora. Qualquer um sabe disso.
No mais, dizer que só agora escrevi este texto, porque precisava me recompor do estado de choque; recuperar equilíbrio emocional para não botar os pés pelas mãos.
No mais, que Deu proteja a mim e aos meus nesta hora...
PS: Queiram me desculpar pelos erros além dos habituais. É que não é mole o tal estado de medo. E medo só quem não tem são os loucos. Tentarei ser corajoso, superando os meus...


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