Não
é de hoje que os estudantes universitários da cidade de
Cuité, Curimataú paraibano, enfrentam uma via-crúcis para concluir seus estudos na cidade de Campina
Grande. Como se não bastasse ter que se deslocarem todos os dias até a Rainha da
Borborema em um trajeto longo e cansativo, os alunos estão, há dois meses,
tendo que enfrentar tudo isso por meio de carona em ônibus de outros municípios
que fazem o mesmo percurso.
Após
passar por uma reforma geral há dois anos, que o deixou aparentemente novo, o
veículo que faz o transporte dos estudantes, popularmente conhecido como “Azulão”, voltou para a oficina e desta vez sem prazo para retorno. É que, segundo os
próprios usuários, o secretário de transportes informou, durante uma reunião, que a
prefeitura não tem dinheiro em caixa para fazer o conserto do ônibus, que custa R$ 10 mil.
O
vereador Marcos Vinicius (PSB), que também é universitário e utiliza o veículo,
procurou o Blog do Flávio Fernandes e relatou as dificuldades enfrentadas pelos
alunos para chegar até as faculdades. “Os alunos estão tendo que pegar carona
com os ônibus de Nova Floresta, Picuí e Barra de Santa Rosa e a prefeita não
nos dá nenhuma resposta”, declarou.
No
facebook, o aluno Rafael Medeiros Neto externou sua indignação e destacou que a
gestão faz vista grossa para a situação. “A atual gestão faz vista grossa
referente a tal situação, deixando os estudantes prejudicados sem o transporte
e ficando dependentes de pegar caronas todos os dias com outras cidades para
cumprir com seus compromissos diários nas suas respectivas faculdades”,
escreveu.
O
estudante ainda ressaltou que, enquanto a Gestão Municipal diz que não tem
dinheiro para pagar a manutenção do veículo, a mesma paga R$ 5,3 mil por mês
pelo aluguel de um veículo que fica à disposição do gabinete. “Verifiquei que, mesmo alegando crise, a Prefeitura de Cuité não cortou R$ 5.300 mensal de um
carro locado ao seu gabinete a serviço desde 2013, custando aos cofres públicos
até o mês de junho de 2015 R$ 124.600,00”, revelou.
Diante disso, podemos concluir que, além
das greves das universidades, os alunos universitários do
Curimataú paraibano têm mais uma pedra nos seus caminhos: a falta de incentivo
de gestores descompromissados com o futuro dos nossos jovens e com a sua educação.
Blog
do Flávio Fernandes


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