Vários prefeitos do Curimataú e do Seridó paraibano aderiram nesta quinta-feira (24) à “Mobilização Municipalista Permanente”, movimento promovido pela Frente Parlamentar Municipalista e pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (FAMUP), que teve como objetivo debater a crise financeira e a queda dos repasses federais para os municípios.

Os prefeitos Acácio Dantas (DEM), da cidade de Picuí; Aido Lira (PSB), da cidade de Frei Martinho; José Félix (PR), da cidade de Nova Palmeira; Roberto Cordeiro (PSB), da cidade de Pedra Lavrada; Eduardo Dantas (PMDB), da cidade de Cubati; Alysson Azevedo (PMDB), da cidade de Baraúna; e Lucildo Fernandes (PSB), da cidade de Damião, representaram as duas regiões no movimento.

Apesar de aderir à mobilização, os gestores não fecharam as portas das prefeituras, como era recomendado. Os prefeitos preferiram deixar os serviços funcionando para que, assim, pudessem atender a população e manter os serviços funcionando.

No início da manhã, mais de 100 prefeitos paraibanos realizaram um ato na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Governo, e em seguida participaram de uma audiência pública com os deputados estaduais da Paraíba, na Assembleia Legislativa.

O deputado estadual Buba Germano (PSB), presidente da Frente Parlamentar Municipalista da ALPB, comentou sobre a reunião. “Nós não podemos admitir que seja transposto para a opinião pública que os prefeitos são vilões desta crise. Muito pelo contrário, quem menos tem culpa são os prefeitos, que recebem apenas 16%¨do bolo tributário nacional para desenvolver 397 programas criados pelo Governo Federal sem dizer a fonte de recursos”, explicou.

O presidente da ALPB, Adriano Galdino (PSB) disse que o encontro ajuda a criar uma unidade, no sentido de apoiar e sensibilizar o Governo Federal para as questões. Além da queda no FPM e defasagem de repasses, os prefeitos reclamaram dos reajustes salariais que não cabem nas contas. As receitas dos municípios estão em queda, e o atraso no repasse destes recursos é ruim, segundo ele explicou.

O presidente da Famup, Tota Guedes, apontou em entrevista as dificuldades que os municípios têm enfrentado com os programas sociais. “Hoje para esses programas sociais, a exemplo do PSF, da merenda escolar e do transporte, o governo manda recurso insuficiente”, lamentou. Apesar de os programas serem importantes para a população, Tota ressalta que para serem mantidos, “os municípios acabam tirando recursos de outras fontes de receita, a exemplo de ICMS e do FPM para a manutenção desses programas”.

Blog do Flávio Fernandes