O
presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão,
deputado Efraim Filho (DEM), afirmou que as investigações sobre o destino dos
recursos dos principais fundos de pensão de servidores federais brasileiros
pretendem encontrar cerca de R$ 300 bilhões que teriam sido desviados para
investimentos duvidosos. O parlamentar destacou que a investigações já identificaram o rombo em grandes fundos como a Funcef/Caixa e o Postalis/Correios, mas, agora, se a delicada situação dos maiores fundos de pensão brasileiros é fruto de má gestão, interferência indevida do governo ou também corrupção.
– Essa CPI é importante porque não existem investigações paralelas como na CPI da Petrobras. As investigaçoes vão ser produzidas pela nossa CPI. Vamos atrás de descobrir que ganhou com essas fraudes, porque quem perdeu a gente já sabe. Vai dar prisão, cadeia e quebra de sigilo. Esse caso envolve mais de R$ 300 bilhões investidos em empresas. Vamos descobrir que cota desses investimentos foi gestão fraudulenta, desviado do bolso dos aposentados que correm o risco de ter sua aposentadoria garantia.
Nesta
terça-feira (25), a CPI ouve, às 14h30, o diretor-presidente do Instituto de
Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis), Antonio Carlos
Conquista. Ele foi convocado a depor para prestar esclarecimentos sobre o
deficit atuarial de R$ 5,6 bilhões nas contas do Postalis. As suspeitas de
irregularidades na administração do fundo foram alvo de investigação da
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), vinculada ao
Ministério da Previdência Social, e também estão sendo apuradas pela Polícia
Federal.
O
depoimento de Antonio Carlos Conquista foi pedido pelos deputados Paulo Azi
(DEM-BA), Samuel Moreira (PSDB-SP), Nilson Leitão (PSDB-MT), João Rodrigues
(PSD-SC), Fernando Francischini (SD-PR) e Pompeo de Mattos (PDT-RS). A reunião
será realizada no plenário 8.
Fonte:
PB Agora e Parlamento PB

