Já não é nenhuma novidade o desejo do vice-prefeito de Cuité, Dr. Júlio César (PMDB), de ser candidato a prefeito da Capital do Curimataú. No mesmo grupo – o da prefeita Euda – nomes como o de Lena de Bamba, Renan Furtado e Eliú Pessoa, lambem uma rapadura para serem indicados pelo líder do grupo – o ex-prefeito Bado – para a cabeça da chapa.

No início desta semana, uma postagem pública no Facebook deixou todos com uma pulga atrás da orelha. Uma seguidora do vereador líder da prefeita na Câmara, Renan Furtado (PR), declarou que “nos próximos dias Renan vai anunciar sua pré-candidatura para prefeito do município de Cuité”. Em seguida, o parlamentar respondeu: “Vamos em frente, minha amiga! A luta para o povo e com o povo!”.

Porém, mesmo com pouca presença na cidade, o vice-prefeito Júlio César já adiantou, a quem se predispôs a perguntar, que é candidato. Já Lena, segundo comentários do meio político, seria uma indicação do seu esposo, o advogado Fábio Venâncio (Bamba), irmão do ex-prefeito Bado. Eliú, vereador por dois mandatos, ex-presidente de Câmara e ex-secretário de Infraestrutura segue no banco sem alarde, o desejo do seu pai, o conceituado advogado Dr. Aristóteles Pessoa, é de que o seu filho componha a chapa, seja cabeça ou vice.

Contudo, todos estavam calados, até a notícia da segunda pré-candidatura do município, até então a única era a do deputado estadual Charles Camaraense (PSL). Será que Renan, o “caba forte”, terá peito para enfrentar o grupo capitaneado por Bado?

Com todos esses nomes, não podemos esquecer o “coringa” desta campanha, aquele que fica calado, deixa todo mundo falar e é o último a aparecer, o ex-vereador Fabiano Valério (sem partido). Fabiano é aquele que muitos consideram como o nome que irá determinar a vitória ou derrota do grupo “badista”.

Valério deverá lançar um partido e ser a terceira via de Cuité. Agora, com o nome de Renan na mesa, podemos considerá-lo a quarta via. Bom para o povo, que terá opções de nomes, de discursos e de propostas.

Pelo que vemos, muitas águas irão rolar até o pleito do próximo ano. Vamos esperar e acompanhar o desenrolar das articulações. Uma coisa é certa: com a mudança do jogo, onde a oposição segue com um nome forte e definido, o grupo que há décadas comanda Cuité está ficando cada vez mais sem rumo e a disputa pela cabeça de chapa ou até mesmo um racha poderá pôr fim na carreira dos que há mais de 20 anos se revezam para não perderem o poder.

Flávio Fernandes