No requerimento, a
bancada de oposição pedia a prestação de contas do uso das
máquinas desde a sua chegada ao município até hoje.
Após
formular uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF) contra a prefeita de
Cuité, Curimataú paraibano, Euda Fabiana (PMDB), pelo desvio de finalidade de
máquinas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a bancada de oposição
da Câmara de Vereadores apresentou na sessão desta quinta-feira (23) um pedido
de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a denúncia.
O requerimento foi derrubado pela bancada de situação.
O líder da bancada de situação, vereador Renan Furtado (PR),
declarou que a proposta não tinha fundamentação legal. “Qualquer CPI para ser
apresentada tem que ter fundamentação legal e provas. A oposição apresentou um
requerimento sem nenhuma fundamentação, sem nenhum fundamento e esse foi um dos
motivos de não aprovar. Se já tem uma denúncia no Ministério Público Federal eu
acho que não caberia mais a gente”, justificou.
O líder da situação ainda destacou que na próxima sessão apresentará um relatório com todas as obras realizadas pelas máquinas no município.
O líder da situação ainda destacou que na próxima sessão apresentará um relatório com todas as obras realizadas pelas máquinas no município.
No
requerimento, a bancada de oposição pedia a prestação de contas do uso das máquinas desde a sua chegada ao município até hoje, conforme uma
portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A
portaria nº 30, de 23 de abril de 2014, recomenda que um relatório sobre o uso
das máquinas seja enviado a Câmara de Vereadores do município e que o mesmo
seja afixado em local de grande circulação de pessoas na sede da prefeitura e
publicado na rede mundial de computadores. Entre as informações a serem
divulgadas, deve constar o número do chassi de cada máquina, o nome do
motorista ou operador e a quantidade de horas trabalhadas.
Para a líder da bancada de oposição, vereadora
Isis Rafaela (PSD), o argumento da situação é infundado e que a falta de
transparência já mostra que tem alguma coisa errada. “Eu acho que é infundado
esse argumento que a situação nos mostrou na noite de ontem, alegando que nós
não tínhamos provas. Mostrei a eles a portaria do MDA e nenhum dos vereadores
sequer me pediu essa portaria. Será que eu ia fazer uma denúncia ao Ministério
Público sem fundamento? A falta de transparência por si só já diz que tem
alguma coisa errada”, declarou.
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Com
maioria na Câmara de Vereadores, a bancada de situação ainda votou contra
outros dois pedidos de explicações da líder da vereadora Isis Rafaela (PSD) um sobre
a devolução do convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para
a implantação de uma fábrica de polpa de frutas, no valor de R$ 335 mil, e outro
sobre o uso das máquinas na Zona Urbana e em obras particulares.
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