A
denúncia foi feita durante um programa em uma emissora de rádio de Cuité
O
prefeito João Elias (DEM), da cidade de Nova Floresta, Curimataú paraibano, rebateu
na manhã desta quarta-feira (28) a acusação de que estaria “financiando” a soltura
de bandidos da cidade. A denúncia foi feita nesta terça-feira (27) durante um
programa em uma emissora de rádio de Cuité.
Segundo
Meu Louro, como o gestor é mais conhecido, em momento algum ele liberou
advogado para defender bandido. “Eu sou um representante do povo, agora eu
tenho minhas limitações, hoje a sociedade clama por justiça, eu queria que o
meu município estivesse em paz. A segurança pública é responsabilidade do
Governo do Estado, mas eu não posso acusar o governador pelo que está
acontecendo em Nova Floresta, eu não posso acusar a polícia porque a polícia
está trabalhando”, esclareceu o gestor.
Contudo,
o prefeito revelou que sempre é procurado para bancar advogados para soltar
acusados de crimes na cidade. “A gente que é representante do povo sempre é
procurado nesse sentido, mas eu como gestor jamais iria entrar numa dessa,
porque hoje a comunidade clama por justiça”, revelou o prefeito.
Ainda
na entrevista ao radialista Galvani Silva, João Elias disse que as leis
contribuem para que tudo isso aconteça. “Hoje você não pode educar um filho,
não pode dar uma palmada porque tem a lei que lhe condena. Você não pode
colocar um filho de menor para trabalhar porque a lei lhe condena e às vezes o
próprio promotor de justiça e o juiz ficam de mãos atadas porque eles têm que
fazer o que a lei manda”, afirmou Meu Louro.
No
último dia 16 de janeiro o Ministério Público, órgãos de segurança e os poderes
Executivo e Legislativo da cidade de Nova Floresta se reuniram para discutir a
segurança do município.
Na
oportunidade, a Doutora Daniele Lucena da Costa, promotora do Ministério
Público destacou a união dos poderes e a comunidade com o objetivo de reduzir a
violência. “Isso faz com que o nosso trabalho venha ser em conjunto, eu
acredito que tem um resultado mais positivo com a participação dos
representantes da comunidade, que vão mostrar onde se tem o maior índice de
criminalidade. Esse trabalho em conjunto auxilia nas nossas ações”, declarou a
promotora.
Blog
do Flávio Fernandes

