Documento divulgado pela agência indica chuvas irregulares para o Curimataú, tanto espacial quanto temporalmente.

Por Célio Furtado* - Faltando pouco tempo para o início do inverno, agrava-se a situação do abastecimento d’água na região do Curimataú. O açude do Cais secou e, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), não há certeza de que ele recupere volume substancial para continuar abastecendo as cidades de Cuité e Nova Floresta em 2015.


Em Picuí a situação não é muito diferente. O Caraibeira também secou e o açude Várzea Grande apresenta apenas 10% de sua capacidade máxima, que é de, aproximadamente, 21 milhões de metros cúbicos.

A conclusão dos técnicos da Aesa é de que não haverá um período “extremamente chuvoso” ou “extremamente seco” nesse trimestre.

De acordo com o documento divulgado recentemente pela agência, as perspectivas climáticas para o Curimataú indicam chuvas irregulares, tanto espacial quanto temporalmente. Mas, a tendência é que a pluviosidade fique em torno da média histórica.


Com inverno indefinido e chuvas ainda para chegar, a água, que não é de boa qualidade, continua sendo fornecida, principalmente, através de poços perfurados, tão comuns nesses tempos, e pelos carros pipas. E não é só a água, o preço cobrado pelos pipeiros também é salobro, e aumenta mês a mês. Um sistema atrasado que se pensava que tinha ficado esquecido na poeira do passado.   

Célio Furtado é Jornalista e Artista Plástico