Após ter um pedido de explicações negado, a Câmara Municipal de Picuí deverá criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Centro de Educação e Organização Popular (CEOP) por irregularidades na construção de cisternas, na zona rural. Segundo a denúncia, a ONG recebeu entre os dias 20 de agosto e 29 de setembro deste ano aproximadamente R$ 1,6 milhões para a construção de cisternas calçadão. Para cada cisterna construída, o Centro recebia mais de R$ 12 mil.


Apesar do alto valor gasto na construção das cisternas, o vereador Ataíde Xavier (PSD) declarou que durante o período eleitoral encontrou, junto com outros vereadores, várias cisternas do projeto inacabadas. Além de tomarem conhecimento que ao serem beneficiadas, as famílias teriam que arcar com os custos do servente da obra.

Diante das irregularidades, a Câmara Municipal de Picuí enviou um pedido de explicações ao CEOP. No entanto, o mesmo respondeu que só deve prestar contas desse contrato ao Programa “Um Milhão de Cisternas”.


Após ter o pedido de explicações negado, a bancada de situação da Câmara Municipal enviou a denúncia ao Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal.

Agora, os vereadores esperam a resposta dos órgãos em tempo hábil para logo em seguida apresentar o requerimento que cria a CPI e investigar a execução dos recursos pelo CEOP.

Blog do Flávio Fernandes
Imagem: Ilustrativa