O
Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu cortar, no início de outubro, salários
de servidores públicos que recebem acima do teto constitucional, hoje fixado em
R$ 29.462.
Embora
já seja proibido receber mais do que o teto desde 2003, quem recebia vencimentos
superiores obteve na Justiça decisões para garantir a remuneração integral dos
salários. Com a decisão do STF, as decisões podem cair.
Segundo
os ministros, a regra deve ter eficácia imediata e repercussão geral, ou seja,
terá de ser aplicada em todos os processos em andamento.
O
caso foi parar no Supremo por causa de um recurso do governo de Goiás. O Estado
questionava perder um acórdão do Tribunal de Justiça que impedia o corte de
vencimentos de aposentados e pensionistas militares que recebiam acima do teto.
No
Estado de São Paulo, o teto é o salário do governador, que é R$ 20,6 mil. Além
da Universidade de São Paulo (USP), outras categorias do funcionalismo público
poderão ser afetadas pelos cortes, como policiais militares.
A
Procuradoria-Geral do Estado afirmou que os salários dos servidores estão
disponíveis no Portal de Transparência do Estado e sempre investiga se surge um
ganho acima do teto. O órgão diz também que a queda de liminares depende da
análise caso a caso.
Estadão


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