Edificado no Seridó paraibano, a 244 km da capital do estado da Paraíba, o município de Picuí encontra-se inserido na província pegmatítica Borborema. Possui uma diversidade geológica associada à produção mineral, que faz parte da história econômica da região desde o início do século 20, quando geólogos da United States Geological Survey exploraram minerais estratégicos para fabricação de materiais bélicos.

Além de desenvolver os garimpos, construíram a “Casa de Pedra” para servir de paiol (lugar para armazenamento de explosivos), e algumas vezes para guardar os minerais estratégicos extraídos na época, o local guarda muitas histórias contadas até hoje pelos mais antigos.

Quem visita Picuí  aprecia   um pouco  da  geologia desta região, formada por rochas esculpidas pelo intemperismo, tais como a pedra do lagarto, a casa de pedra, afloramentos rochosos como a  estátua de Felipe Tiago Gomes. Além de matacões graníticos de geometria difusa, que deverão obviamente despertar interesse dos visitantes.

Além de conhecer a geologia os turistas ouvirão as belas  histórias sobre a mineração contada por antigos garimpeiros, obterão informações e compreenderão o processo  de extração dos minérios apreciando a beleza das cavas formadas pela lavra de quartzo, feldspato, muscovita, berilo, tantalita, etc. Esses minerais tem  peso marcante na economia interna e no desenvolvimento socioeconômico da população, assim como o comércio do artesanato mineral e gemas.


A beleza exuberante do relevo também deverá tornar-se grande atrativo para a apreciação da paisagem com a construção de trilhas aos sítios arqueológicos Cachoeira do Pedro, Cacimba das Cabras, Serra das Flexas, dentre outros. Ricos em arte rupestre, que retratam a rica cultura dos antepassados constituídos por uma arquitetura geológica e geomorfológica relevante para o geoturismo de Picuí, com o topo povoado pela vegetação de caatinga, propício para o descanso do turista enquanto observa os vales  e elevações da região.

Antônio de Pádua Sobrinho