A
Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou à unanimidade o relatório
final sobre o projeto retificado de Lei Orçamentária Anual (LOA), referente ao
exercício de 2014. O ato ocorreu durante sessão ordinária encerrada no início
da tarde desta quarta-feira (22). A matéria foi referendada pelos deputados
estaduais com a inclusão de 396 emendas parlamentares. De um total de 404
propostas apresentadas, seis terminaram rejeitadas e duas foram retiradas.
Com
a decisão, foi mantida na peça elaborada pelo Governo do Estado, o orçamento no
valor de R$ 10.747.555.000, onde R$ 10.068.416.000 são destinados ao orçamento
fiscal e seguridade social (poderes do Estado, órgãos e entidades da
administração estadual direta e indireta) e R$ 632 milhões para o investimento
das empresas que o Estado, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital
social.
Também
foram mantidos mais de R$ 71 milhões em recursos da Defensoria Pública do
Estado (DPE), conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao final
da sessão, o presidente da ALPB, deputado Ricardo Marcelo (PEN), agradeceu a
Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária da Assembleia
Legislativa da Paraíba (ALPB) e aos demais membros da Casa de Epitácio Pessoa
pelo empenho na tramitação da LOA 2014.
“Gostaria
de agradecer o empenho dos deputados estaduais e de todos que contribuíram para
que conseguíssemos chegar ao final da tramitação desta matéria. A Assembleia
Legislativa da Paraíba, graças a Deus, cumpre o seu papel na íntegra e com a
independência que lhe é peculiar. Portanto, estamos de parabéns por mais um
feito. Finalmente iniciamos o recesso até o dia 4 de fevereiro”, disse o
presidente.
Nove emendas
discutidas
Durante
a sessão, o líder do governo, Hervázio Bezerra (PSB), pediu destaque para nove
emendas parlamentares inclusas no relatório final. Todas foram lidas,
discutidas e votadas em plenário. Os deputados decidiram pela rejeição à emenda
de remanejamento 303, de autoria do deputado Vital Costa (PP), que propõem o
repasse de R$ 1,5 milhão para a construção do Fórum da Comarca de Araruna.
Também foi reprovada a 399, da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio
Ambiente, que retirava R$ 5 milhões em recursos da Secretaria de Estado da
Infraestrutura para ações de fortalecimento do Conselho Estadual de Segurança
Alimentar (Consea).
Emenda da bancada de
Governo
A
emenda 401 da bancada de Governo, apresentada pelo deputado Lindolfo Pires
(Democratas), foi rejeitada pelo placar de 13 votos favoráveis contra 21. A
proposta remanejava R$ 15,5 milhões dos recursos destinados à Defensoria
Pública do Estado para a Secretaria de Estado da Saúde. O valor seria
distribuído para a Construção e Ampliação de Unidades de Saúde (R$ 8 milhões),
Hospital de Traumas de Campina Grande (R$ 2 milhões), Hospital de Mamanguape
(R$ 5,5 milhões).
Mesmo
integrando a bancada de Governo, os deputados Carlos Dunga (PTB) e Jutay
Menezes (PRB) declaram o voto favorável à manutenção dos recursos da
Defensoria. “Nada me fará fugir a luta, aqui não tem conotação política, pois
ninguém me pediu para votar. Mas, eu não quero e não vou votar contra a minha
classe de defensores públicos”, disse o petebista. “Eu via esse pedido da
Defensoria como inconstitucional, mas após analisar a LOA e a proposta, vi que
é um pedido justo. Tenho a absoluta certeza de que o pleito é legítimo”,
afirmou Jutay.
Já
o líder da bancada, Hervázio Bezerra, afirmou que cada um votava de acordo com
a consciência e o que seu compromisso era o de votar a favor do Governo do
Estado. “Nada me faz fugir da luta, se assumo um compromisso, eu cumpro. Não
sou inimigo da Defensoria, mas, não tenho medo de dar o meu voto na frente dos
defensores. É melhor um mau acordo do que uma boa briga. Não existe orçamento
impositivo e o Governo não tem obrigação de pagar”, ponderou.
Recursos continuam na
comunicação
Em
seguida, os deputados estaduais rejeitaram a emenda 400, de autoria do relator
da LOA 2014, Caio Roberto (PR). A matéria pedia o remanejamento de R$
16.538.500 da receita da Secretaria de Estado da Comunicação Institucional para
a Secretaria de Estado da Saúde. Segundo a proposta, R$ 2 milhões seriam
destinados para obras de manutenção do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz
Gonzaga Fernandes, em Campina Grande; R$ 6.538.500 para reforma do Hospital
Regional de Mamanguape e R$ 8 milhões para a Construção e Ampliação de Unidades
de Saúde.
Outras emendas
Os
deputados também rejeitaram duas das três emendas apresentadas pelo deputado
Caio Roberto (402, 403 e 404), que retiravam recursos na ordem de R$ 42 milhões
para a construção da nova sede da ALPB para implantação em ações de saúde e
segurança pública. Apenas a 402 foi aprovada por 18 votos favoráveis contra 17
e voto de minerva do presidente da ALPB Ricardo Marcelo. A proposta sugere a
destinação de R$ 15 milhões para investimento em ações de tratamento do câncer,
por meio de convênio entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Fundação
Napoleão Laureano.
As
emendas 403 e 404 propunham a destinação de R$ 16 milhões para a construção de
novas unidades de saúde; R$ 8 milhões para aquisição de bens para a Polícia
Civil; R$ 8 milhões para construção de nova sede de Instituto de Medicina Legal
e R$ 3 milhões para construção e reforma de unidades policiais.
Conquista da
Defensoria
A
sessão ordinária foi acompanhada por vários membros da Defensoria Pública do
Estado. Segundo a presidente da Associação Paraibana dos Defensores Públicos,
Madalena Abrantes, a ALPB cumpriu com o seu papel aprovando o relatório final
que garante o orçamento aprovado pelo Conselho Superior da Defensoria Pública
de mais de R$ 71 milhões. “Estivemos aqui para pressionar os deputados a
rejeitar a emenda de governo que retirava os recursos da Defensoria, que foram,
inclusive, garantidos por liminar do Supremo Tribunal Federal”,
comentou.22-1-14_AM_LOA Sessão (228)
Também
estiveram presentes o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional
Paraíba, Odon Bezerra e membros do Fórum de servidores Públicos Civis e
Militares do Estado da Paraíba. “A Defensoria Pública, enquanto órgão autônomo
e membro da advocacia pública, merece e tem o direito de receber o orçamento na
íntegra”, comentou Odon.
Blog
do Flávio Fernandes
Com
Ângelo Medeiros



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